Deixarei que o vídeo explique:
Caso queiram, a tese de doutorado citada pode ser baixada no link: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000249895
Aguardo manifestações!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Recapitulando a Evolução Espiritual
Em 1866 Ernst Haeckel, com base no desenvolvimento embriológico dos animais, elaborou a Teoria da Recapitulação. Em resumo diz: a ontogenia (desenvolvimento dos corpos) recapitula a filogenia (a história evolutiva).
Com algumas modificações na interpretação dos fatos observados no desenvolvimento dos embriões, essas idéias são aceitas atualmente, interpretando que a vida sempre baseará modificações em formas anteriores, por ser uma via mais provável que começar uma forma do nada.
Com algumas modificações na interpretação dos fatos observados no desenvolvimento dos embriões, essas idéias são aceitas atualmente, interpretando que a vida sempre baseará modificações em formas anteriores, por ser uma via mais provável que começar uma forma do nada.Agora devaneando (!): podemos extrapolar esse entendimento para recapitularmos o desenvolvimento psicológico? E espiritual?
Já alerto, no entanto, para o perigo de tais tentativas, pois esse tipo de extrapolação foi a mesma utilizada pelos darwinistas sociais e tantos outros. Porém a compreensão dos passos evolutivos dados individualmente, em meu entendimento, são essenciais para o auto-conhecimento. Alguém topa o desafio?!
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Questões fundamentais
Tudo bem, já entendemos: somos animais, assim como os demais que encontramos sobre a face da Terra. Evoluímos, ou seja, modificamos seguindo as mesmas leis naturais (Darwin, 1859). Somos primatas. Nossas características biológicas surgem como estratégia de sobrevivência, desde os sentidos até a inteligência.
Também sobrevivemos após a morte do corpo biológico (Kardec, 1857). Continuamos a nos relacionar e, de alguma forma não entendida profundamente, tendemos à perfeição. Sabemos isso porque temos notícias desses mais progredidos. Não sabemos quais são as características psicológicas de um ser perfeito, apenas temos pálidas interpretações de alguns, que obviamente dão sua opinião própria ou a leitura que fazem desses superiores. Também sabemos da reencarnação, apesar de não estar muito claro ainda a relação perispírito-corpo biológico.
Entendemos, não completamente, mas pelo menos explicamos alguns fatos pelas leis de causa e efeito, progresso, trabalho, liberdade, amor, justiça e caridade.
Esse parece ser o cenário de um mundo exterior.
Em contrapartida: o que sabemos “da cabeça pra dentro”? Torturamo-nos constantemente, criamos regras morais/sociais e achamos que isso é parte da criação da natureza. Para um simples desejo não conseguimos encontrar a verdadeira fonte de origem: é biológico (hormonal, genético, etc)? É questão de consciência? É influência social (dos encarnados) ou obsessiva (dos desencarnados)? É uma questão de caráter? Ou uma mera (!) questão psicológica...?
Esse é um cenário interno que precisamos levar mais a sério para entendermos a complexidade do todo.
Parece que não somos apenas um ser racional, acima do nosso lado animal. Herdamos todas as características biológicas. E não somos livres mentalmente: parece que herdamos também nossas características psicológicas, apresentamos Tipos Psicológicos (Jung, 1921), transmitida de forma gênica (?) ou extra-gênica (culturalmente). Na verdade não somos seres racionais, acima do resto que nos complementa, somos seres inconscientes com meros lampejos conscientes. É isso que demonstra alguns estudos da psicologia.
Porém como conciliar os fatos reencarnatórios na determinação do inconsciente? Como avaliar o grau de influência dos seres que convivemos (encarnados e desencarnados)? Qual a influência de nosso corpo biológico? O que é vontade? Quais são os patamares evolutivos (no entendimento psicológico) que vamos passar?
Talvez essas sejam questões fundamentais...
Entendemos, não completamente, mas pelo menos explicamos alguns fatos pelas leis de causa e efeito, progresso, trabalho, liberdade, amor, justiça e caridade.

Esse parece ser o cenário de um mundo exterior.
Em contrapartida: o que sabemos “da cabeça pra dentro”? Torturamo-nos constantemente, criamos regras morais/sociais e achamos que isso é parte da criação da natureza. Para um simples desejo não conseguimos encontrar a verdadeira fonte de origem: é biológico (hormonal, genético, etc)? É questão de consciência? É influência social (dos encarnados) ou obsessiva (dos desencarnados)? É uma questão de caráter? Ou uma mera (!) questão psicológica...?
Esse é um cenário interno que precisamos levar mais a sério para entendermos a complexidade do todo.
Parece que não somos apenas um ser racional, acima do nosso lado animal. Herdamos todas as características biológicas. E não somos livres mentalmente: parece que herdamos também nossas características psicológicas, apresentamos Tipos Psicológicos (Jung, 1921), transmitida de forma gênica (?) ou extra-gênica (culturalmente). Na verdade não somos seres racionais, acima do resto que nos complementa, somos seres inconscientes com meros lampejos conscientes. É isso que demonstra alguns estudos da psicologia.

Porém como conciliar os fatos reencarnatórios na determinação do inconsciente? Como avaliar o grau de influência dos seres que convivemos (encarnados e desencarnados)? Qual a influência de nosso corpo biológico? O que é vontade? Quais são os patamares evolutivos (no entendimento psicológico) que vamos passar?
Talvez essas sejam questões fundamentais...
domingo, 24 de agosto de 2008
Uma questão de consciência
Há psicóticos que nunca mataram uma mosca, refugiando em si mesmos e há psicopatas capazes de massacrar populações inteiras.
Há esquizofrênicos que ouvem vozes acusadoras e se perturbam na própria culpa enquanto outros, no auge de suas alucinações, que cometem assassinatos ou se suicidam.
Há desequilíbrios hormonais que explicariam o excesso de excitação de alguns estupradores, os ataques de fúria de alguns setenciados e a depressão destrutiva dos que buscaram o fim da própria vida, depois de matarem outros.
Milhares de pessoas aderiram ao ideal nazista, coadunando direta ou indiretamente com as barbáries durante a Segunda Guerra, assistindo de perto os absurdos dos campos de concentração, enquanto outros se negaram a participar de tudo isso, refugiando-se ou morrendo para expressar oposição àquela loucura.
A justiça por diversas vezes de vê diante da necessidade de analisar o grau de responsabilidade de um acusado , alegando a existência de outros que, diante da mesmo problema, contexto ou doença, conseguiram agir de forma diferente, evitando crimes e crueldades.
Afirma o Livro dos Espíritos, a liberdade do espírito de poder sempre evitar o mal, ou pelo menos, resistir a ele.
Cada homem, cedo ou tarde, se depara com essa questão, no próprio íntimo, e se pergunta: será que devo, será que posso, será que vou conseguir me segurar?
Fala-se de consciência como se o assunto fosse fácil. "Siga sua consciência" - é uma recomendação sábia, mas também pode ser muito cômoda. Prefiro enfrentar o problema junto com o outro, analisar seus sonhos, escutar suas opiniões, deixâ-lo expressar seus conflitos, rever caminhos e sentimentos. E se depois de tudo isso a pessoa fizer aquilo que eu julgava o mau, não exitarei em respeitá-la e ajudá-la na estrada que optou, pois só Deus sabe porque nos fez dessa forma e nos colocou numa Terra onde é tão difícil fazer a coisa certa.
Há esquizofrênicos que ouvem vozes acusadoras e se perturbam na própria culpa enquanto outros, no auge de suas alucinações, que cometem assassinatos ou se suicidam.
Há desequilíbrios hormonais que explicariam o excesso de excitação de alguns estupradores, os ataques de fúria de alguns setenciados e a depressão destrutiva dos que buscaram o fim da própria vida, depois de matarem outros.
Milhares de pessoas aderiram ao ideal nazista, coadunando direta ou indiretamente com as barbáries durante a Segunda Guerra, assistindo de perto os absurdos dos campos de concentração, enquanto outros se negaram a participar de tudo isso, refugiando-se ou morrendo para expressar oposição àquela loucura.
A justiça por diversas vezes de vê diante da necessidade de analisar o grau de responsabilidade de um acusado , alegando a existência de outros que, diante da mesmo problema, contexto ou doença, conseguiram agir de forma diferente, evitando crimes e crueldades.
Afirma o Livro dos Espíritos, a liberdade do espírito de poder sempre evitar o mal, ou pelo menos, resistir a ele.
Cada homem, cedo ou tarde, se depara com essa questão, no próprio íntimo, e se pergunta: será que devo, será que posso, será que vou conseguir me segurar?
Fala-se de consciência como se o assunto fosse fácil. "Siga sua consciência" - é uma recomendação sábia, mas também pode ser muito cômoda. Prefiro enfrentar o problema junto com o outro, analisar seus sonhos, escutar suas opiniões, deixâ-lo expressar seus conflitos, rever caminhos e sentimentos. E se depois de tudo isso a pessoa fizer aquilo que eu julgava o mau, não exitarei em respeitá-la e ajudá-la na estrada que optou, pois só Deus sabe porque nos fez dessa forma e nos colocou numa Terra onde é tão difícil fazer a coisa certa.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Only this and nothing more!
Excelente síntese Luciano, parabéns. Relacionar processos psíquicos e biológicos sempre ficou limitado àquela questão: a mente é fruto da matéria ou o espírito é quem controla o corpo? Este tipo de pergunta sugere que já conheçamos, plenamente, qualquer um desses dois! A verdade é que alguém intuiu: "espírito!" e nós logo corremos para explicar o infinito, a partir deste conceito; mais tarde alguém gritou: "matéria!" e lá estamos nós tentando até mesmo nos explicar, a partir desta idéia.
A história demonstra que uma parcela muito pequena de nossa alma está reservada, realmente, para o conhecimento. Mais forte é a tendência religiosa. Por isso
a eterna adesão humana a um ismo, querendo tudo explicar a partir de um pacote de princípios, capazes de abranger o universo. Com isso preenche-se o sentimento de insegurança e nos livramos da melancolia, diante de um mundo de incertezas. Criamos até uma filosofia da incerteza para ninguém duvidar do nosso poder!
a eterna adesão humana a um ismo, querendo tudo explicar a partir de um pacote de princípios, capazes de abranger o universo. Com isso preenche-se o sentimento de insegurança e nos livramos da melancolia, diante de um mundo de incertezas. Criamos até uma filosofia da incerteza para ninguém duvidar do nosso poder!A postagem abaixo reflete um tipo de raciocínio que se tornou raro nos dias atuais. Demonstra a capacidade de integrar conceitos, observando o processo em sua totalidade, sem querer explicar o psicológico a partir do biológico, e vice-versa, mas refletir sobre leis em comum que regem fenômenos diversos. No princípio achei que o Espiritismo representava, para as pessoas, a proposta máxima dessa visão integradora da vida, mas logo percebi que muitos adeptos acabam fazendo um uso oposto. Porque suas questões tocam no campo da física, biologia e psicologia, há aqueles que pretendem explicar todas essas ciências a partir do Espiritismo. Não raro encontro alguém "forçando a amizade", dando palpites audaciosos sobre assuntos delicados, só porque leram esta ou aquela obra mediúnica. Vejo essa postura como preguiça de alma, uma espécie de refúgio ciumento de quem conquistou uma pequena verdade e agora teme em perdê-la.
Não me refiro à necessidade absoluta de formação acadêmica. Aprendi muito mais fora do que dentro dentro deste meio. Somente alerto, inspirado pelo texto abaixo, para o quanto podemos olhar mais além quando extendemos horizontes mentais e nos deixamos navegar por outros campos de conhecimento, onde homens geniais, ou pesquisadores anônimos, acumularam vasta gama de experiências, dúvidas e idéias, poupando um tempo enorme para os que chegamos depois.
Não me refiro à necessidade absoluta de formação acadêmica. Aprendi muito mais fora do que dentro dentro deste meio. Somente alerto, inspirado pelo texto abaixo, para o quanto podemos olhar mais além quando extendemos horizontes mentais e nos deixamos navegar por outros campos de conhecimento, onde homens geniais, ou pesquisadores anônimos, acumularam vasta gama de experiências, dúvidas e idéias, poupando um tempo enorme para os que chegamos depois.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Próprio e não próprio
Uma das áreas mais interessantes da biologia certamente é o estudo imunológico. Um complexo sistema para reconhecer o que é próprio, ou seja, o que pertence ao meu corpo, e o que não é próprio, como outros seres ou qualquer matéria. Essa identificação, porém não é tão certeira, tendo vezes que o corpo reconhece como estranhas as próprias células, gerando as doenças auto-imunes. Outras vezes esse mesmo sistema não reconhece corpos estranhos, dando brechas para instalação de doenças. Parece que no campo psíquico, também, a grande luta da alma humana é buscar o reconhecimento do próprio e não-próprio.
Ainda ontem em nossa reunião de estudos, conversávamos sobre a questão mediúnica, sobre percepções e o que interpretar dessas percepções. Duas visões se formaram, obviamente pautadas na experiência mediúnica, ou não, de cada um, que estarei colocando aqui de forma extremista para que o leitor distinga claramente as visões:Uma que interpreta as percepções mediúnicas no campo no “não-próprio”, como sendo afetados pela interferência direta dos outros, incluindo aí os desencarnados e encarnados. O termo energia é a forma de inter-relação, positiva ou negativa, afetando as forças físicas e mentais do médium principalmente. Essa visão, generalizando e levando ao extremo, é a que domina os ambientes espíritas, daí o foco e importância dada à obsessão.
Do outro extremo, encontramos a interpretação das percepções com sendo “próprios”, pertencentes ao campo íntimo e inconsciente do médium, como de qualquer indivíduo. Por mais que haja interferência externa, a projeção do mundo íntimo sobre o mundo exterior prepondera. Os meios inconscientes, como os sonhos ou transes mediúnicos, são canais de extravasamento do mundo íntimo, não trabalhados pelo consciente. Essa é a interpretação psicológica, descartando as indevidas generalizações.
É importante ressaltar que ambas as visões possuem vasto material de fatos, desmotivando os críticos menos aplicados a análises complexas.
Onde ficamos então? Parece não haver uma resposta tão direta, a não ser levar em consideração o “próprio” e também o “não-próprio”, como um meio eficiente de auto conhecimento. Assim como os corpos biológicos evoluíram para identificação imune, talvez o caminho da alma seja o mesmo: uma questão de individualização.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Apelo a vida
A doutrina hedonista que tanto é pregada pelos materialistas faz tornar lógico o ato de auto-aniquilamento. O hedonismo é a doutrina do prazer, é aproveitar a vida, mas quando algo " aberrador" acontece em nossa existência como problema de saúde, dificuldade financeira ou simplesmente a perda do gosto pela vida, logo se pensa: " para que sofrer? por que ter dor? vou me suicidar...
Grande parte dos hedonistas são materialistas, ou seja não acreditam na continuidade da vida e nem em um poder superior ao qual damos o nome de Deus. E como materialistas que são não acreditam haver felicidade fora dos prazeres da matéria. Para esses a morte é o fim de tudo.
Não acreditam e nem se sentem ameaçados com inferno, que de fato é incompatível com a sabedoria, a justiça e o amor de Deus. Daí haver um maior numero de pessoas que aniquilam a própria existência física no meio de Materialistas.
Mas eu questiono: “Será que tudo se finda com a extinção do corpo físico?
Será que essa porta, aparentemente tão sedutora, não nos leva para um precipício ainda maior ?"
Vamos supor, apenas supor:
Imagine que ao sair da vida pelo suicídio, vc descubra que é imortal. Saberá que embora, o criador tenha lhe facultado o direito de escolher essa escolha é limitada.
Deus de fato lhe dotou de livre - arbítrio. Mas a liberdade que ele outorga a suas criaturas está submetida a sua sabedoria.
É inconcebível para vc a continuidade de vida, mas vamos lá: " vc descobre que ainda vive e até pensa que está no corpo físico pois ainda continua a pensar, sentir, amar e etc... E descobre que a sua tentativa foi frustrada... vc busca outras maneiras de se matar, talvez ainda mais brusco. Entra na frente de um carro e esse o transpassa, sobe em um edifício e pula, mas, para sua decepção nada acontece e vc pensa ser apenas um sonho. Até um dia que vc encontra um mensageiro ou então alguém conhecido que o precedeu na viagem de além - tumulo e lhe diz: - Deus na sua sabedoria permitiu que vc despojasse o corpo de carne porque com essa experiência, muito dolorosa é verdade, vc poderia adquirir uma lição para toda a eternidade. E descobre ainda que a sua inexistência proveito algum lhe traria e quiçá mais amadurecido pela vida vc entenderá que Deus não permite que a sua criatura vá onde o seu amor não pode alcançar...
Mas se a vida de fato continua, terá vc que enfrentar as conseqüências de seu ato impensado, e entenda-se bem que não é castigo mas parte da lição, pois Deus não pune e nem recompensa mas dá a cada um segundo a suas obras, conforme assevera Jesus.
E como conseqüência de seu ato equivocado, e lembre-se isso é só uma hipótese, vc perceberá que o problema que o levou a fugir da vida é mesquinho e insignificante diante do remorso, do vazio e do sofrimento que experimentará n’alma.
Ainda perceberá que o problema era de fácil solução, que seria necessário apenas asserenar o ânimo e enxergar a situação com mais calma.
Notará também que as dificuldades não eram assim bicho de sete cabeças, mas oportunidades de engrandecimento e aprimoramento do ser.
Talvez note a dor, o sofrimento e a penúria dos entes-querido que ficaram, e com isso experimente o remorso por haver fugido da convivência de quem tanto amas.
E por que Deus faculta a benção do recomeço, terás um novo inicio, novas oportunidades de ser feliz. Talvez meu amigo seja essa mais uma das oportunidades que Deus lhe concede para ser feliz. Não desistas da vida, pois vida jamais desistirá de ti.
Encerro meu singelo lembrete com o convite do mestre Jesus:
“ Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vós aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas, pois suave é o meu jugo e leve é meu fardo. ( Mateus cap.11 vs. 28 à 30 )
Grande parte dos hedonistas são materialistas, ou seja não acreditam na continuidade da vida e nem em um poder superior ao qual damos o nome de Deus. E como materialistas que são não acreditam haver felicidade fora dos prazeres da matéria. Para esses a morte é o fim de tudo.
Não acreditam e nem se sentem ameaçados com inferno, que de fato é incompatível com a sabedoria, a justiça e o amor de Deus. Daí haver um maior numero de pessoas que aniquilam a própria existência física no meio de Materialistas.
Mas eu questiono: “Será que tudo se finda com a extinção do corpo físico?
Será que essa porta, aparentemente tão sedutora, não nos leva para um precipício ainda maior ?"
Vamos supor, apenas supor:
Imagine que ao sair da vida pelo suicídio, vc descubra que é imortal. Saberá que embora, o criador tenha lhe facultado o direito de escolher essa escolha é limitada.
Deus de fato lhe dotou de livre - arbítrio. Mas a liberdade que ele outorga a suas criaturas está submetida a sua sabedoria.
É inconcebível para vc a continuidade de vida, mas vamos lá: " vc descobre que ainda vive e até pensa que está no corpo físico pois ainda continua a pensar, sentir, amar e etc... E descobre que a sua tentativa foi frustrada... vc busca outras maneiras de se matar, talvez ainda mais brusco. Entra na frente de um carro e esse o transpassa, sobe em um edifício e pula, mas, para sua decepção nada acontece e vc pensa ser apenas um sonho. Até um dia que vc encontra um mensageiro ou então alguém conhecido que o precedeu na viagem de além - tumulo e lhe diz: - Deus na sua sabedoria permitiu que vc despojasse o corpo de carne porque com essa experiência, muito dolorosa é verdade, vc poderia adquirir uma lição para toda a eternidade. E descobre ainda que a sua inexistência proveito algum lhe traria e quiçá mais amadurecido pela vida vc entenderá que Deus não permite que a sua criatura vá onde o seu amor não pode alcançar...
Mas se a vida de fato continua, terá vc que enfrentar as conseqüências de seu ato impensado, e entenda-se bem que não é castigo mas parte da lição, pois Deus não pune e nem recompensa mas dá a cada um segundo a suas obras, conforme assevera Jesus.
E como conseqüência de seu ato equivocado, e lembre-se isso é só uma hipótese, vc perceberá que o problema que o levou a fugir da vida é mesquinho e insignificante diante do remorso, do vazio e do sofrimento que experimentará n’alma.
Ainda perceberá que o problema era de fácil solução, que seria necessário apenas asserenar o ânimo e enxergar a situação com mais calma.
Notará também que as dificuldades não eram assim bicho de sete cabeças, mas oportunidades de engrandecimento e aprimoramento do ser.
Talvez note a dor, o sofrimento e a penúria dos entes-querido que ficaram, e com isso experimente o remorso por haver fugido da convivência de quem tanto amas.
E por que Deus faculta a benção do recomeço, terás um novo inicio, novas oportunidades de ser feliz. Talvez meu amigo seja essa mais uma das oportunidades que Deus lhe concede para ser feliz. Não desistas da vida, pois vida jamais desistirá de ti.
Encerro meu singelo lembrete com o convite do mestre Jesus:
“ Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vós aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas, pois suave é o meu jugo e leve é meu fardo. ( Mateus cap.11 vs. 28 à 30 )
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Evolucionismo: biológico e espírita
Um conceito amplamente usado, mas pouco compreendido, é o da evolução. Esse conceito foi desenvolvido juntamente com o surgimento da ciência moderna. No início do século XIX as primeiras teorias palpáveis foram desenvolvidas, buscando explicar as modificações das espécies ao longo do tempo, fatos observados das explorações paleontológicas que descobriam fósseis de espécies desconhecidas e que apresentavam semelhanças com as espécies atuais.
Lamarck, com sua lei do uso e desuso, explicava o fato da modificação das espécies pelas características conquistadas pelos indivíduos, como se o exercitar dos músculos, deixando-os mais fortes, poderia ser passada para geração seguinte, tendo filhos mais fortes. Cerca de cinqüenta anos mais tarde, apesar de muitas teorias elaboradas, somente Darwin e Wallace explicam o fato da modificação das espécies pela seleção de caracteres, ou seja, as características somente são modificadas entre gerações pela variabilidade que o processo de reprodução possibilita (ter filhos diferentes um do outro), e a posterior seleção (qual filho vai sobreviver e reproduzir).
Após esses autores as teorias foram sendo justificadas e complementadas por um ou outro fator não focado a época, mas em essência permaneceram as mesmas.
É importante notar que o conceito evolução não significa progresso. E isso já era entendido por Darwin, que tinha em sua caderneta, como lembrete, a diferenciação acima para evitar ver os fatos dessa forma idealista.
Esse entendimento é embasado nos exemplos observados da natureza, que toma caminhos aleatórios no desenvolvimento das espécies. Uma característica pode ser bastante complexa e progredida, porém pode ocorrer algum efeito aleatório que favoreça a reprodução, e, por conseguinte, a transmissão de características mais primitivas, como a extinção pela queda de um meteoro sobre a população que possuía tal característica mais progredida. Essa é uma das proposições da Teoria do Equilíbrio Pontuado, já na década de 1970, que analisa as modificações repentinas das espécies. Assim foi “aleatório” a extinção dos dinossauros que possibilitaram o desenvolvimento dos mamíferos e consequentemente da espécie humana, entre outros exemplos.
De forma bastante diferente é o conceito espírita de evolução, que se apropria do mesmo termo, porém entende a evolução como finalista, ou seja, tendendo ao progresso dos seres, do “átomo ao arcanjo”. Essa evolução, porém não passa pelas mesmas leis dos corpos biológicos descritas acima, parecendo ser regida por acúmulos de experiências.
Lamarck, com sua lei do uso e desuso, explicava o fato da modificação das espécies pelas características conquistadas pelos indivíduos, como se o exercitar dos músculos, deixando-os mais fortes, poderia ser passada para geração seguinte, tendo filhos mais fortes. Cerca de cinqüenta anos mais tarde, apesar de muitas teorias elaboradas, somente Darwin e Wallace explicam o fato da modificação das espécies pela seleção de caracteres, ou seja, as características somente são modificadas entre gerações pela variabilidade que o processo de reprodução possibilita (ter filhos diferentes um do outro), e a posterior seleção (qual filho vai sobreviver e reproduzir).
Após esses autores as teorias foram sendo justificadas e complementadas por um ou outro fator não focado a época, mas em essência permaneceram as mesmas.
É importante notar que o conceito evolução não significa progresso. E isso já era entendido por Darwin, que tinha em sua caderneta, como lembrete, a diferenciação acima para evitar ver os fatos dessa forma idealista.
Esse entendimento é embasado nos exemplos observados da natureza, que toma caminhos aleatórios no desenvolvimento das espécies. Uma característica pode ser bastante complexa e progredida, porém pode ocorrer algum efeito aleatório que favoreça a reprodução, e, por conseguinte, a transmissão de características mais primitivas, como a extinção pela queda de um meteoro sobre a população que possuía tal característica mais progredida. Essa é uma das proposições da Teoria do Equilíbrio Pontuado, já na década de 1970, que analisa as modificações repentinas das espécies. Assim foi “aleatório” a extinção dos dinossauros que possibilitaram o desenvolvimento dos mamíferos e consequentemente da espécie humana, entre outros exemplos.
De forma bastante diferente é o conceito espírita de evolução, que se apropria do mesmo termo, porém entende a evolução como finalista, ou seja, tendendo ao progresso dos seres, do “átomo ao arcanjo”. Essa evolução, porém não passa pelas mesmas leis dos corpos biológicos descritas acima, parecendo ser regida por acúmulos de experiências.
Ainda que não se entenda completamente a relação espírito-corpo e as influências mútuas de evolução, parece-nos que o mesmo termo não deva ser usado por levar a maus entendimentos e comparações indevidas. Esses maus entendimentos levaram a criação da teoria do Darwinismo Social na primeira metade do século XX, buscando justificar as questões sociais pelas leis biológicas. Um erro que exemplifica a inviabilidade de certas comparações.
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