segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Deus: sua existência justiça e amor ( Lino Bittencourt )

Ninguém nasceu ateu, apenas não lhe apresentaram Deus de forma esclarecedora e conveniente. O ateu nega a existência de Deus e ninguém nasceu negando, foi necessário formar uma concepção em torno do criador para depois nega - lo.
Da mesma forma que há os que acreditam em Deus por interesses e que barganham com o criador como se fosse ele um péssimo comerciante há os que não acreditam porque esse mesmo criador não corresponde as suas perspectivas mesquinhas.
Eis o meu credo:
Eu acredito em Deus. Eu sei que existe um criador.
Não penso nesse Deus que homens fizeram, mas no Deus que fez os homens.
O Deus que é a inteligência suprema e causa primaria de todas as coisas; O Deus Único, Imaterial, Eterno, Onipotente, Onipresente, Onisciente e Soberanamente Justo e Bom. O Deus que criou o ser humano a sua imagem e semelhança. E qual é essa semelhança? Jesus ao dialogar com uma samaritana a beira do poço de Jacó assevera que Deus é espírito que importa adora-lô em espírito e verdade; eis a essência dor ser humano, espiritual.
Acredito que os espíritos são imortais, ou seja, jamais terá um fim, tudo pode acontecer, mas, nada destruí-los, nem mesmo a morte do corpo biológico.
Sei também que não existem demônios, satanases e diabos conforme prega a tradição dominante e da mesma forma não existe, nessa mesma concepção tradicional, os anjos.
A palavra demônio é derivada do grego daimon que quer dizer ser espiritual e não é necessariamente bom e nem mal. Sócrates dizia ter um daimon que lhe dava bons conselhos. Logo esse demônio era um bom espírito que o assistia na sua missão entre os homens.
A palavra satanás quer dizer adversário do bem e Diabo aquele que espalha com objetivo de separar, de desunir, portanto nenhuma das duas palavras indica um ser, uma individualidade criada por Deus para ser eternamente mal.
Já a palavra anjo também é originária do grego ângelus que quer dizer: Mensageiro e não um ser já criado perfeito.
Portanto, não há seres voltados eternamente para o mal e também não há os já criados perfeitos com todas as virtudes adquiridas.
Que existe?
Existem os espíritos, como já dissemos que são criados simples e ignorantes.
Para evoluírem é necessário desenvolverem o intelecto e a moral.
Para se desenvolverem qual é o tempo necessário? Uma vida de 80 anos?
Por mais pródigo que pareça um homem uma existência física é muito pequena para desenvolver toda ciência e todas as virtudes. Temos acompanhado brilhantes cientistas se dedicarem a vida toda em pesquisar um vírus ou então uma bactéria, há os que estudam durante toda a vida para deixarem uma base para seus continuadores. Será possível em uma única experiência terrena ter ciência e com profundidade da astronomia, da física, da biologia, da medicina, da psicologia, da astrofísica, da filosofia, etc.
Essas reflexões leva a lembrar o dialogo de Jesus com Nicodemos:
“ Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos que foi ter com o mestre a noite e ao se aproximar disse: - mestre sabemos que viestes da parte de Deus, pois ninguém realiza as maravilhas que tem feito se não estivesse com ele. E Jesus respondeu : em verdade em verdade te digo que é necessário nascer de novo”.
Ora o fariseu não se dirige ao cristo com um questionamento e sim com admiração e o elogia. E que faz Jesus? Aproveita para ensinar. Quando elogiado pelo fariseu é como se dissesse: - Está admirado com as minhas capacidades Nicodemos? Em verdade te digo, para chegar onde estou é necessário nascer de novo.
Uma única vida terrena não faculta o pleno desenvolvimento do ser espiritual , diz a ciência que os cientistas mais inteligentes da terra não utilizaram 10 % da capacidade cerebral e isso se dá porque o espírito em franco desenvolvimento está apreendendo ainda a trabalhar com os recursos que o cérebro tem apresentado.
Hoje é possível entender que para continuar apreendendo, aprimorando e desenvolvendo o ser espiritual é preciso Reencarnar, voltar a nascer, é imprescindível a pluralidade das existências físicas que permite ao espírito aprimorar todas as suas faculdades.
O ser que se equivoca não ficará condenado ou então confinado eternamente em um inferno criado pela mente humana para punir e castigar, e assim passará a resgatar o seu equivoco com situações por vezes difíceis e dolorosas, e isso não é punição e muito menos será eterna, mas a lei de causa e efeito, pois, quem planta vento colhe tempestade. É interessante saber também que novos tempos para novos plantios viram e que mais amadurecidos pelas experiências saberá o ser escolher melhor as sementes a serem semeadas.