quarta-feira, 30 de julho de 2008

O que os paulistas buscam?

Ontem foi divulgada uma pesquisa sobre os temas de interesse do público paulista (http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2008/07/30/sobre-a-percepcao-publica-da-ciencia), principalmente em relação à Ciência e Tecnologia.
É interessante analisarmos com quem estamos dialogando na sociedade, já que principalmente para a divulgação das ideias espíritas, usar a postura adequada, ajuda no entendimento mútuo. Será que as instituições espíritas, de um modo geral, estão correspondendo aos anseios do público atual, ou ainda falam a linguagem da sociedade mística brasileira da primeira metade do século XX?
A pesquisa divulgada demonstra uma clara busca dos indivíduos por informações que acresçam seus conhecimentos, repudiando futilidades e misticismos.
Os temas de maiores interesses são Alimentação e Consumo (83,3%), Medicina e Saúde (80,9%), Meio Ambiente e Ecologia (76%) e Esportes (65,4%), seguidos por Ciência e Tecnologia (63,4%) , Política (21,1%), Economia e Empresas (43,3%) e Cinema, Arte e Cultura (58,7%).
Talvez a informação que mais deveríamos atentar é para alta rejeição declarada a temas como astrologia e esoterismo, uma clara demonstração de que as explicações palpáveis e lógicas são os anseios da maioria da sociedade, que apesar de não aprofundarem nos temas de interesse (segundo a pesquisa), consideram as informações relevantes.
Essa percepção também era de Allan Kardec, já em 1857, que na introdução de "O Livro dos Espíritos" declarava que se [o livro] não convencesse os leitores, pelo menos saberiam que se tratava de estudos sérios, com fatos palpáveis e lógicos: claramente pensava nos anseios do público.

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